SEO? SEO!

Sabias que as taxas de conversão são em média 10 vezes maiores na pesquisa orgânica do que em redes sociais (GoDaddy 2016)? Isto significa que há 10 vezes mais probabilidade de alguém efetuar uma compra quando pesquisa no Google e encontra o que procura do que quando vê um post no Facebook do mesmo artigo. E sabias que cerca de 70% a 80% das pessoas ignoram completamente os anúncios pagos? (Search Engine Land, 2018)

Estes dados devem convencer-te da importância da trabalhar o posicionamento nos motores de buscar para construir credibilidade, conduzir tráfego e aumentar vendas. Este artigo é muito completo para garantir que retiras daqui toda a informação que precisas.

 

1. O que é isso de SEO?

 

SEO é um termo inglês que significa Search Enginee Optimization e que traduzido quer dizer algo como Otimização para Motores de Pesquisa. Quando falamos de SEO, falamos de otimização de websites ou páginas e do seu conteúdo. Otimização essa que é feita através de um conjunto de estratégias, umas mais simples, outras mais complexas, umas on-page e outras off-page.
Este é daqueles temas que precisa de constante atualização e aprendizagem, não fosse o Google, o maior motor de pesquisa do mundo, alterar o seu algoritmo de pesquisa cerca de 500 a 600 vezes por ano. Para saber como ganhar o jogo nada melhor do que jogá-lo todos os dias. Este artigo ambiciona ser um guia claro e prático de como otimizar para motores de pesquisa, hoje.

 

 

2. Quais são os principais fatores de rankeamento no google?

 

Quando procuramos por “telemóveis em 2ª mão” no Google, o motor de pesquisa leva em consideração uma série de critérios para decidir a ordem pela qual nos vai mostrar os resultados. Estes critérios não são todos de conhecimento do público, já que o Google gosta de manter algum secretismo relativamente ao seu algoritmo, mas há empresas que se dedicaram a descobrir grande parte deles. O site Backlinko tem um blog atualizado frequentemente com mais 200 critérios de rankeamento, cuja leitura aconselho.  


É importante perceber que os resultados que aparecem na primeira página do Google não aparecem lá aleatoriamente, mas sim porque o algoritmo os considerou os mais relevantes para mostrar ao utilizador. Como é que ele tomou essa decisão? Com base numa série de critérios de rankeamento, que se sabe serem mais de 200, estarem em constante atualização e serem cada vez mais user focus. Quer isto dizer que os critérios variam com o objetivo de serem cada vez mais eficazes a entregar o conteúdo mais completo e mais relevante para o utilizador.
Se continuares a ler, vais descobrir quais são os principais fatores de rankeamento no Google e como podes moldar o teu conteúdo para responder a esses critérios.

 

 

3. On-page SEO e off-page SEO: dicas práticas

 

A otimização para motores de busca divide-se em duas tipologias: SEO on-page e SEO off-page. A primeira tipologia diz respeito às otimizações que podemos fazer dentro do nosso website. Inclui coisas como segurança SSL, otimização de imagens com etiquetas ALT, keywords e outros que abordaremos em diante. A segunda tipologia diz respeito às estratégias implementadas fora do website, mas que o afetam, tais como estratégias de link building e de social media. Dentro de cada uma destas tipologias, vamos ver quais as principais otimizações que devem ser postas em prática já hoje no teu website.

 

4. SEO On-page

 

4.1  Conteúdo de qualidade 

A qualidade do conteúdo será sempre o principal fator que fará o sucesso de qualquer website a longo prazo. O algoritmo muda constantemente para tentar entregar a quem pesquisa o conteúdo mais relevante e esclarecedor possível, por isso é fundamental que o nosso website responda a estes dois adjetivos.

Mas o que é conteúdo de qualidade? 

Conteúdo de qualidade é, antes de mais nada, conteúdo esclarecedor. E dependendo de qual é a pergunta, para ser esclarecedora, geralmente a resposta precisa de vir em textos longos. 

Existem vários estudos que comprovam que os primeiros resultados nas pesquisas do Google são ocupados por textos longos e compreensivos. O que é “longo”? Um artigo deve ter pelo menos 500 palavras, mas pode chegar a mais de 2000, segundo dizem os especialistas. 

Outro fator que ajuda à qualidade do conteúdo é a organização e estilização do mesmo. 

O conteúdo deve estar bem organizado para o utilizador encontrar facilmente a resposta que precisa sem ficar frustrado e abandonar o website passados 5 segundos (o que prejudica o rankeamento futuro). 

Eis algumas dicas de organização de conteúdo:

  • Utilização de títulos e subtítulos. Se o artigo for muito longo, pode até existir um menu logo no início do artigo com todos os títulos linkáveis para uma parte específica do conteúdo
  • Utilização de negritos para destacar a informação mais relevante. Sublinhados podem também ser úteis
  • Utilizar imagens para quebrar a mancha de texto
  • Utilizar enumerações com pontos ou números, sempre que é necessário elencar alguma coisa
  • Utilização de uma fonte tipográfica que seja web friendly, como a Open Sans, por exemplo
  • Destacar citações ao longo do conteúdo, para dar ênfase ao mais relevante e despertar o interesse para a leitura
  • Utilização de links, tanto internos como externos, para outros artigos complementares ao que está a ser escrito. É importante que estes links sejam dentro do mesmo tema e agreguem valor. BacklinkoOpen Sans

     

 

A regra de ouro final da produção de conteúdo de qualidade é responder às perguntas do público. Evitar fazer artigos demasiado genéricos e procurar esclarecer dúvidas específicas, entregando valor. Cada nicho terá os seus temas. Para descobrires quais são, podes fazer uma sondagem nas redes sociais ou utilizar sites de tendências de pesquisa como o https://answerthepublic.com/, o meu preferido.

 

 

 

4.2 Otimização de imagens

As imagens são um tipo particular de conteúdo, uma vez que são constituídas por pixéis e o Google não consegue (ainda) interpretar pixéis.

Para ajudarmos o Google a perceber o conteúdo de uma imagem, devemos usar o alt text (também conhecido como texto alternativo) e o title para descrever o que é que aquela imagem representa. Estes dois atributos podem ser configurados sempre que fazemos o upload de uma imagem para o nosso website. Além de possibilitarem a inclusão de uma keyword nas imagens, o que ajuda a posicionar o nosso conteúdo, as etiquetas ALT foram criadas tendo em conta a usabilidade para os utilizadores invisuais.


Estes dois atributos – title e alt text – devem ser preenchidos tendo em conta o conteúdo da imagem e a keyword em foco nessa mesma página ou nesse mesmo artigo que a imagem acompanha.


A partir do momento em que aprendemos sobre SEO e otimização de imagens também é tempo de largarmos o hábito de chamar aos ficheiros “tentativa01.jpg”, “édesta.jpg” ou “672grd2yu.jpg”. Os ficheiros de imagem devem ser nomeados também de acordo com o conteúdo e o propósito descritivo: é muito mais relevante um ficheiro chamado “telemoveis-em-segunda-mao.jpg”. 

 

4.3 Otimização dos cabeçalhos

As tags de cabeçalho permitem informar acerca do grau de relevância do conteúdo de uma determinada página, já que servem para hierarquizar informação.
O título de uma página utiliza a tag H1. Os subtítulos devem utilizar tags H2 ou H3, consoante o grau de relevância.
É importante ter em conta que uma página não pode ter mais do que uma tag H1, esta deve ser reservada ao título e conter a keyword principal. Os restantes subtítulos em H2 ou H3 devem conter keywords secundárias e de cauda longa. 
 

 

4.4 Keywords: como escolher, volumes de pesquisa e densidade

A resposta à pergunta “que conteúdo vou criar?” deve ser “sobre o que as pessoas estão a pesquisar”. É aqui que entram as keywords (ou palavras-chave) que devem ser escolhidas com base nas tendências de pesquisa e incorporadas no conteúdo a produzir.

Como escolher as melhores keywords?
Existem vários websites que ajudam a perceber as melhores keywords a utilizar para um determinado tema consoante o volume de pesquisa. Deixo alguns exemplos: kwfinder.com/ e https://www.link-assistant.com/ .

 

 

Relativamente à Covid-19, a keywordo que é Covid-19” pode ter, atualmente, cerca de 50 pesquisas mensais em Portugal. Enquanto que outras opções no mesmo nicho podem apresentar uma procura maior, como pode ser o caso de, por exemplo, “como é que a Covid-19 se transmite?”.

 

Perceber isto significa perceber como responder às reais inquietações das pessoas. De forma similar, as keywords ajudam-nos a ramificar conteúdo. Se eu sou massagista e quero promover o meu trabalho, não terei muitos resultados se apenas produzir conteúdo com base na keywordmassagens”. Ela tem, com certeza, um volume de pesquisa muito elevado, mas também terá muita concorrência, isto é, muita gente a produzir conteúdo sobre esse tema. Com as keywords, o segredo é ir para o particular e para o concreto. Há uma maior probabilidade de o meu conteúdo ser melhor posicionado se a minha keyword for “massagem de relaxamento” do que se for apenas “massagem”, porque há um afunilamento e uma especialização do tema. Podemos ir mais longe se falarmos de “massagem de relaxamento Porto” e por aí adiante. Qual deve ser a densidade da keyword no meu conteúdo? Uma densidade de 0,7% a 1% pode ser o suficiente para conseguir posicionar um conteúdo na primeira página do Google. Repetir a keyword o maior número de vezes possível ao longo do texto não é segredo para o sucesso, aliás, tal nunca deve ser feito se prejudicar a qualidade ou não fizer sentido de todo. A tecnologia do Google Hummingbird passou a conseguir detetar este tipo de “estratégias”. Se falarmos em repetição, fará mais sentido falarmos em incluir keywords secundárias relacionadas com a keyword principal. Dito isto, a keyword (ou keywords) deve ser incluída sempre que tal fizer sentido. Eis algumas dicas para a utilização de kewyords no conteúdo:

  • Utilizar a keyword no título e o mais à esquerda possível
  • Utilizar a keyword no primeiro parágrafo do artigo
  • Utilizar keywords secundárias ao longo do artigo
  • Incluir a keyword ou keywords secundárias na maior parte dos subtítulos
  • Incluir a keyword nas etiquetas alt das imagens, sempre que tal se justifique.

 4.5 Responsividade 

Um website responsivo é um website que se adapta tanto a desktop como a mobile. E com o aumento do acesso a websites pelo smartphone, este é um dos fatores a considerar na estratégia de SEO, já que o Google favorece os websites que são responsivos em smartphones.
Há muito a dizer sobre design responsivo e sobre user experience, mas eis uma checklist básica de apenas 3 fatores para verificares o nível de responsividade do teu website:

 

  • Navegabilidade. É fácil ir de uma página para outra e realizar outras ações no site.
  • Velocidade de carregamento das páginas. O Google leva a velocidade de carregamento em consideração, favorecendo os sites mais velozes, independentemente da plataforma. Para verificares a velocidade do teu website vai a: https://developers.google.com/speed/pagespeed/insights/ 

     

  • Taxa de rejeição e tempo de permanência na página. A taxa de rejeição é uma métrica referente às ocasiões em que um utilizador acedeu a um webiste, mas não teve nenhum tipo de interação com ele, abandonando-o. Quando os websites possuem alta taxa de rejeição, o Google interpreta esse tempo de permanência reduzido como um sinal de que o conteúdo da página não era relevante. 
 

4.6 Segurança SSL
Ter um certificado de segurança SSL é muito importante, primeiro, por questões óbvias de segurança de dados, mas segundo, por motivos de SEO. 

Os websites que possuem um certificado de segurança SSL, sendo mais seguros, recebem também mais autoridade e são, por isso, melhor posicionados nos resultados de pesquisa do Google. O SSL torna-se ainda mais importante se o website recolher informações dos utilizadores, por exemplo, através de um formulário de contacto. Mas o certificado é, atualmente, uma obrigatoriedade para todos os websites.

 

5. SEO Off-page

 

Acabamos o capítulo sobre SEO On-page e agora vamos entrar no domínio dos fatores que não acontecem propriamente dentro do teu website, mas que o afetam de determinada forma.

 

 5.1 Autoridade

 

Um dos principais fatores para o rankeamento de um website é a sua autoridade.
A autoridade de um website pode dividir-se em dois tipos:

  • Autoridade do domínio – A autoridade do domínio é julgada com base nos links na web que apontam para o domínio e pelas partilhas nas redes sociais, entre outros.

  • Autoridade da página
    – Sendo um website constituído por várias páginas, cada uma dessas páginas é avaliada individualmente em termos de autoridade aos olhos do Google. Para contribuir para esta autoridade são pesados vários fatores como os links externos e os sinais sociais.

É possível utilizar este website https://moz.com/link-explorer para gratuitamente perceber a autoridade de qualquer domínio.

 

 

5.2 Link Building 

O perfil de links continua a ser um dos principais fatores de rankeamento no Google. Os websites que são linkados por outros websites são percebidos pelo algoritmo como tendo uma relevância maior, pois são mencionados mais vezes, funcionando isso como um indicador de reconhecimento externo. Um link é quase que uma recomendação aos olhos do Google.


3 dicas para fazeres com que outros websites linkem o teu website:

  • Escreve guest posts. Oferece-te para escrever um artigo para um website sobre um determinado tema do qual tens conhecimento. A troca de posts entre blogs é comum e traz benefícios mútuos. 
  • Pedir créditos de citação. Sempre que o nome da tua marca for mencionado na web, podes pedir um link para o teu website. Utiliza o Google Alerts (https://www.google.pt/alerts) para saberes sempre que alguém mencionar a tua marca na web. Configurar o alerta para a tua marca pode também ser útil para outros fins, por exemplo, para medir o sentimento social e interagir sempre que alguém te menciona, mesmo que não te link diretamente.
  • Divulgação nas redes sociais. As partilhas nas redes sociais são talvez a forma mais fácil de criar links. A divulgação de conteúdos de blog tende a funcionar particularmente bem no Facebook e no LinkedIn.
 
6. Analisar e melhorar: Google Analytics e Google Search Console

 

O mais importante no SEO é ter uma ferramenta para avaliar resultados. Não basta traçar objetivos, é preciso definir uma forma de os medir. Eu utilizo o Google Analytics e o Google Search Console para conhecer os resultados do meu website nas pesquisas orgânicas.

 

Ao olhares para a interface do Analytics ou do Search Console tem em mente que, mais do que ver os números, é preciso interpretá-los. Se há uma subida, tenta perceber o conteúdo que foi publicado durante esse período e procura repetir a receita. O segredo é tirar conclusões dos resultados atuais para os conseguir melhorar no futuro.

 

Falar do Google Analytics ou do Google Search Console é todo um outro tema de ainda maior extensão, pelo que apenas vou deixar aqui a recomendação e o convite à exploração.

 

Espero que tenhas gostado deste artigo e que tenhas aprendido alguma informação nova. Não te esqueças de aproveitar para esclarecer as tuas dúvidas e deixar o teu feedback em qualquer uma das plataformas sociais da YME. Obrigada por leres até aqui e até breve.

 
 

 

Eliana Oliveira

Diretora do Dept. de Comunicação e Marketing