Como Entender a Manipulação no Marketing?

 

Segundo o professor universitário Philip Kotler, o marketing é definido como «a ciência e a arte de explorar, criar e atribuir valor para satisfazer a procura do mercado alvo».  No entanto, além de suprimir necessidades existentes, o marketing consegue criar outros desejos que as pessoas não sabiam que tinham. Além disso, procura saber se as marcas têm visibilidade suficiente para o público criar ligações com ela. 

É nestes princípios que se baseia a manipulação no marketing. Esta pode ser definida como uma prática que engana os consumidores, levando-os a comprar determinados produtos. Segundo o professor e especialista Klaus Wertenbroch, esta temática é considerada um “elefante na sala”. No artigo de hoje, iremos explorar e compreender como pode perceber se uma marca está ou não a tentar manipulá-lo enquanto consumidor.

Manipulação Ética no Marketing

O termo “manipulação” pode ser traduzido em apelos persuasivos que não conseguem engajar o suficiente na capacidade de reflexão e tomada de decisão das pessoas. Em adição, a manipulação está presente na vida diária, no mundo do marketing e na esfera comercial.

No marketing, a manipulação constitui uma parte do que as empresas fazem. É a única forma de criar fãs leais à marca, vender os seus produtos e ganhar a confiança dos consumidores. Os empresários com mais sucesso têm consciência de como usar manipulação no marketing. Eles não se sentem culpados em fazê-lo porque, na sua ótica, estão a usá-la para criar um impacto positivo no seu público-alvo.

Quando é que a manipulação no marketing deixa de ser ética?

Quando, por exemplo, falamos de campanhas de marketing social, podemos considerar que a manipulação no marketing pode ter um impacto positivo. Isto acontece porque este tipo de publicidade pretende aumentar a sensibilização das pessoas para temas sensíveis. Ainda assim, noutras vertentes do marketing e de uma perspetiva mais negativa, o aumento do consumismo pode ser uma consequência desta prática no marketing. O objetivo principal será sempre levar as pessoas a comprar cada vez mais produtos.

Pontos a ter em Atenção

 Apesar de esta prática ser recorrente, há alguns sinais de alerta que podemos ter em atenção quando se observam campanhas de marketing de forma a compreender se estão a recorrer a uma prática de manipulação ou não. Alguns dos pontos a ter em atenção são os seguintes:

  • Alegações exageradas: são umas das práticas mais comuns no marketing de manipulação. Quando vemos anúncios com este tipo de prática, podemos pensar em experimentar o produto, mas na prática ele não vai corresponder às expectativas. Por exemplo, podemos ver um anúncio de shampoo onde afirmam que os produtos impedem a queda de cabelo, o que pode nem coincidir com a realidade. Muitas vezes, quando as pessoas experimentam esses shampoos, eles não ajudam em nada com a queda capilar. 
  • Montagens: é muito comum, em publicidade e anúncios, e é considerado um tipo de manipulação no marketing. Um dos exemplos mais conhecidos deste tipo de prática são as alterações feitas a corpos de pessoas em publicidades de emagrecimento (montagens do tipo “antes e depois”).
  • Manipulação psicológica: algumas empresas comercializam os seus produtos seguindo técnicas de manipulação psicológica, que criam necessidades desnecessárias e artificiais. Neste sentido, algumas empresas fazem o público sentir que estão fora da sociedade se não utilizarem os seus produtos. Algumas pessoas caem neste tipo de manipulação para estarem dentro das tendências.

Em suma, muitas empresas praticam marketing não ético para manipular potenciais consumidores a vender os seus produtos. Ainda que algum tipo de manipulação no marketing possa ser benéfico porque efetivamente ajuda o consumidor e oferece opções, a realidade é que a esmagadora maioria das campanhas consistem em mentir para obter lucro. Ainda assim, há cada vez mais consumidores a compreender como este tipo de marketing funciona e já não caem no erro de comprar esses produtos.

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