Dicas de Fotografia

Quer tirar fotografias que pareçam profissionais, mas não sabe bem como chegar a esse resultado? Quer aprender a mexer na sua câmara no modo manual? Neste artigo contamos-lhe o porquê deste modo ser o melhor e desvendamos alguns segredos que irão, certamente, elevar as suas skills de fotografia.

Utilizar o modo manual

As câmaras podem operar em vários modos, sendo o automático o mais fácil de se usar, uma vez que a única função que a pessoa tem de fazer é clicar no botão de fotografar. Já o manual está totalmente dependente do fotógrafo.  

“Certo, mas se eu tenho pouco trabalho e fico com fotografias interessantes, porquê mudar para um modo mais trabalhoso?”  A resposta é muito simples. Este modo permite ter o controlo total sobre o resultado da fotografia. Uma das grandes vantagens é o facto de permitir explorar a criatividade e ver que valores funcionam melhor para um certo objeto, num dado momento. A parte divertida é mesmo ver até onde vai a imaginação do fotógrafo para conseguir tornar uma imagem em algo extraordinário.

Enquadramento 

Para a fotografia estar bem enquadrada, as próprias máquinas fotográficas – e a maior parte dos telemóveis – têm uma funcionalidade de grelha que serve para orientar a pessoa que está por detrás da câmara. Esta grelha vai ao encontro de um dos princípios de fotografia mais falados, a regra dos terços. Esta regra consiste em dividir a imagem em nove partes iguais, através da criação de duas linhas verticais e duas linhas horizontais, que deverão encontrar-se à mesma distância. As interseções destas quatro linhas formam quatro pontos de força, sendo que o elemento da fotografia ao qual o fotógrafo pretende dar destaque deverá ficar colocado num destes pontos. 

Luz e profundidade de campo

A profundidade de campo é a extensão da área de nitidez de uma fotografia. Esta variável está dependente da abertura do diafragma da lente na medida em que são as f-stops que controlam a quantidade de plano que está focado e a quantidade de luz que chega ao sensor. Uma f-stop é a relação entre a abertura da lente e o obturador (um dispositivo que controla o tempo de exposição do sensor à luz). 

Basicamente, quanto mais elevado o seu valor for, menor é a quantidade de luz que entra e mais objetos estarão focados na imagem. Neste sentido, percebemos que estamos perante uma grande profundidade de campo, onde a abertura da lente será mais pequena. O mesmo acontece ao contrário. Ou seja, quanto mais baixo for a f-stop, mais luz entra e estarão menos objetos focados na imagem. Consequentemente, percebemos que se trata de uma profundidade de campo pequena, onde a abertura da lente será maior. 

Confuso? Observe a seguinte imagem que mostra o efeito desta funcionalidade. Ao longo das imagens, a profundidade de campo vai diminuindo uma vez que o diafragma da lente vai abrindo, direcionando o seu foco para cada vez menos objetos.

Velocidade de obturação

A velocidade de obturação diz respeito ao tempo que o obturador da câmara fica aberto para entrar luz no sensor. Esta variável de composição permite criar uma imagem mais dinâmica e distinta, na medida em que controla o movimento, tornando-o arrastado (com uma velocidade de obturação baixa) ou congelado (com uma velocidade de obturação elevada). Esta funcionalidade é particularmente interessante ao fotografar quedas de água ou nuvens. 

No entanto, ao alterar a velocidade é aconselhável usar um tripé ou algum suporte, para que as fotografias não fiquem tremidas.  Isto acontece porque, quando a velocidade é reduzida, a câmara fica a captar a imagem durante mais tempo, ficando mais sensível ao toque.

ISO

O ISO é responsável pela sensibilidade do sensor à luz, quanto maior ele for, maior será a capacidade de captar a luz do ambiente. Convém, contudo, ter atenção ao seu valor uma vez que, se for muito elevado, a imagem pode ficar com o chamado “grão”, o ruído visual, de modo a compensar a falta de luz ambiente. Para evitar este percalço, o ideal é manter o ISO nos níveis mais baixos possíveis. 

É importante referir que estas três últimas variáveis (ISO, velocidade de obturação e abertura do diafragma) estão interligadas, fazendo com que, se se tiver de alterar uma das funcionalidades, seja necessário ajustar as restantes para a imagem estar corretamente equilibrada.

Caixa de luz

Uma técnica bastante interessante, principalmente para quem pretende fotografar algum produto de forma profissional é o recurso a uma caixa de luz. Basicamente, esta caixa funciona como um mini estúdio fotográfico, iluminado de todos os ângulos, de modo a se conseguir fotografar objetos de uma forma mais profissional e captar todo o seu detalhe.

Existem vários tipos à venda, mas um grande problema da maioria é o facto de não serem acessíveis a todos os bolsos. Em contrapartida, é muito fácil construir-se uma, com materiais comuns. Só é preciso uma caixa de cartão, papel vegetal, cartolina A2, fita-cola, fita crepe, x-ato e régua. Começa-se, então, por colar as abas da caixa e será esse a base, depois faz-se um buraco, de iguais dimensões, nos três lados da caixa, para imediatamente a seguir se tapar com uma folha de papel vegetal, o mais esticada possível de forma a não criar nenhum tipo de sombra. Por fim, cola-se a cartolina à base, posiciona-se três fontes de luz nas aberturas criadas (convém serem da mesma cor para a fotografia não ficar estranha) e o mini estúdio improvisado está pronto para ser utilizado.

Formato RAW

Tal como os modos, também se pode optar pelo formato que preferir. Há dois principais: o JPG (ou JPEG) e o RAW. Este último acaba por ser melhor uma vez que captura o objeto tal como ele existe na realidade, sem lhe acrescentar efeito nenhum. Assim, a imagem é capturada da maneira mais crua (em inglês, raw), dando a possibilidade de serem feitas correções em pós-edição. Correções, que noutro modo, não seriam possíveis.

Após estas dicas, resta-lhe apenas pegar na sua câmara e começar a explorar!

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